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Festival Jazz&Blues: primeiro evento-teste de música do Ceará
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Festival Jazz&Blues: primeiro evento-teste de música do Ceará

A 22ª edição do Festival Jazz & Blues marca o primeiro evento-teste de música no Ceará. A área da plateia ficará ao ar livre, descoberta, e não haverá praça de alimentação
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Idilva Germano leva MPB no repertório. (Foto: Divulgação)
Foto: Divulgação Idilva Germano leva MPB no repertório.

A serra de Guaramiranga é o destino certo para quem busca aproveitar boa música fora do ritmo da Capital. Há mais de vinte anos, o município é palco para o tradicional Festival Jazz & Blues - habitualmente realizado como uma programação alternativa na época de Carnaval - e recebe grandes nomes artísticos. Em 2022, a segunda temporada da 22ª edição retorna em formato presencial nos dias 17 e 18 de setembro como o primeiro evento-teste de música do Ceará.

"É um grande desafio cumprir os protocolos e manter o interesse do público diante das condições necessárias para estar no Festival", explica a diretora Maria Amélia Mamede. A iniciativa, aprovada pelo Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Saúde e da Secretaria da Cultura, buscou novas formas para tornar este momento possível. A área da plateia na Cidade Jazz & Blues ficará ao ar livre, descoberta, e não haverá praça de alimentação. O público presente deverá ter tomado, obrigatoriamente, as duas doses ou a dose única da vacina contra Covid-19 e ser negativado em teste de coronavírus realizado entre 48 e 24 horas antes dos shows, que acontecem sempre a partir das 19h30min, com transmissão ao vivo no YouTube.

O jornalista e diretor artístico Dalwton Moura acompanha o Jazz & Blues há 20 anos entre diferentes funções. Ele já atuou como repórter, crítico de música e produtor dos shows, para mencionar algumas. "O Festival tem uma grande importância quando a gente pensa na originalidade com que ele surgiu. Na época, ele ajudou a capturar e a impulsionar a música instrumental brasileira, de compositores cearenses, além de ser referência no calendário nacional. É o festival mais antigo nesse gênero a continuar existindo no Brasil", explica.

Operar em tempos de pandemia é "um privilégio e uma responsabilidade". Por um lado, o diretor artístico ressalta a emoção de poder voltar a vivenciar os shows em um formato que não seja por meio de uma tela virtual. Entretanto, ele lembra que "o cuidado com a saúde, com a vida, tem que sempre estar neste primeiro lugar" e que é uma missão de responsabilidade de todos. "Seguir as medidas, os cuidados, pode ter desdobramentos e estratégias para que eventos presenciais possam voltar em números maiores com cidadania", orienta.

Dalwton relata que houve a decisão de contemplar exclusivamente músicos cearenses na programação por ser viabilizada em porte menor. "Principalmente pela questão estética, pela música que eles representam, mas também pela prevenção contra a Covid-19. Buscamos evitar viagem de avião, exposição em hotel", comenta. Outra cautela foi trazer representações de diferentes timbres e propostas. "No geral, houve um cuidado para se trabalhar com formações enxutas, para contribuir com menos gente em trânsito", complementa.

Após a seleção, o repertório ficou por conta de Fladiana & Quarteto Jazzera, representantes da geração de músicos de Guaramiranga influenciada pelo Jazz & Blues; o trombonista Rômulo Santiago com o "Tributo a Raul de Souza"; o cantor Marcos Lessa com o show "Nature Boy - Tributo a Nat King Cole"; a cantora Idilva Germano; o pianista Ricardo Bacelar e os sanfoneiros Adelson Viana, Nonato Lima e Zé do Norte, que encerram com "Sanfona Jazz", show concebido especialmente para esta edição.

Em paralelo aos shows na Cidade Jazz & Blues, acontecerá uma programação em homenagem ao compositor, pianista e regente Alberto Nepomuceno, feita por artistas como Hermano Faltz, Giorgi Gelashvill e Liana Fonteles. As igrejas Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora de Lourdes, espaços históricos e turísticos de Guaramiranga, estarão disponíveis para o acesso de 30 pessoas. Os recitais serão exibidos no Youtube logo depois do fim de cada apresentação.

O cantor Marcos Lessa, uma das atrações da primeira noite, enxerga este momento como a realização de umsonho. "Durante um ano e meio, voltar a cantar virou um sonho de novo, esse mercado das lives deixou a gente com muitas saudades do público e fez a gente entender que a magia da música, para se concretizar, é fundamental a presença humana. Estou muito feliz, principalmente por ser o Jazz & Blues", declara.

Marcos Lessa participa com tributo a Nat King Cole.
Marcos Lessa participa com tributo a Nat King Cole. (Foto: Divulgação)

Marcos tem uma longa ligação com o Festival. Acompanhou por anos de sua adolescência como parte da plateia e depois ingressou com a música na programação de outras edições. Para o tributo a Nat King Cole, um dos maiores intérpretes brasileiros na visão do artista, ele pesquisou a carreira do norte-americano e preparou um repertório de cinquenta minutos com osclássicos. "O Nat King Cole também tem uma passagem com o Brasil, a América Latina. Vamos fazer um bloco com quatro canções brasileiras, sempre gosto de incluir algo", adianta.

Podcast Vida&Arte

O podcast Vida&Arte é destinado a falar sobre temas de cultura. O conteúdo está disponível nas plataformas Spotify, Deezer, iTunes, Google Podcasts e Spreaker. Confira o podcast clicando aqui

22º Festival Jazz & Blues Ceará - Segunda Temporada

Quando: 17 e 18 de setembro de 2021

Onde: na Cidade Jazz & Blues, em Guaramiranga, ou em transmissão ao vivo pelo YouTube.

Quanto:Gratuito

Mais informações: Nosite ouInstagram.

Os ingressos para o evento estão esgotados.

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