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Super Fruits Slot - "Vocês vão ter que me engolir"

Sentindo-se confortável o suficiente para desafiar a imprensa e provocar seus desafetos, Zagallo colecionou frases e polêmicas ao longo de sua trajetória

Em um comentário de rede social na madrugada deste sábado, 6, poucos minutos após o anúncio da morte de Zagallo, alguém escreveu: "Vão ter que te engolir lá em cima, velho mestre".

A provocação comovida do fã resume bem a trajetória de êxitos e polêmicas do ex-técnico da seleção brasileira, assim como seu impacto na consolidação do País como potencial do futebol mundial — Zagallo tornou-se tão importante que até os deuses terão que o engolir.

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A frase original, dita por Zagallo em junho de 1997, logo após a conquista da Copa América daquele ano, foi disparada — uma direta nada indireta — contra jornalistas especializados que, à época, faziam pressão pela substituição do técnico por Vanderlei Luxemburgo, então treinador do Santos.

Anos depois, quando a provocação já havia se tornado parte do léxico da zombaria brasileira, Zagallo revelou quais eram os alvos específicos de sua "explosão": os comentaristas Juca Kfouri e Juarez Soares.

A frase foi repetida à exaustão, inclusive por um Neymar de ego inflado após ajudar a seleção brasileira a conquistar o ouro nas Olimpíadas de 2016.

Mas a intensidade cáustica que progressivamente se constrói na provocação sarcástica de Zagallo, ao vivo e diante dos microfones da maior emissora de televisão do País, segue imbatível: "Dá, dá pra falar. Como é que não? Dá pra falar, sim. É pra você. E vocês sabem quem são. Não preciso dizer mais nada. Vocês vão ter que me engolir!"

Quem também sentiu o bafejo da fúria do Velho Lobo foi Romário, em um história que só terminou em 2009, com Zagallo ganhando na justiça uma ação contra o ex-atacante, embolsando mais de R$ 600 mil.

A treta havia começado uma década antes, quando Romário "homenageou" o técnico na porta do banheiro de um bar que havia inaugurado no Rio de Janeiro.

O desenho exibia Zagallo sentado em um vaso sanitário com as calças abaixadas.

O ex-técnico alcançou uma dimensão de autoridade rara até para os padrões contemporâneos dos bastidores do esporte.

Suas declarações, não importando se oriundas dos arroubos da vitória ou do amargor da derrota, passaram a ocupar as manchetes de veículos especializados e generalistas.

Tudo o que Zagallo falava e fazia era digno de nota e podia ser explorado para se transformar em polêmica.

Foi assim quando, na Copa da Alemanha de 1974, ainda embalado pelo sabor do tricampeonato no evento anterior, no México, declarou ao Globo Esporte, após perder para a Holanda nas semifinais: "Ai sim, fomos surpreendidos novamente".

A fala, inofensiva em seu conteúdo, mas fascinante pela forma como foi comunicada, rompeu as barreiras da história e acabou virando bordão daqueles tempos e meme dos dias de hoje. Zagallo não precisava se esforçar para ser notícia.

A intimidade com as câmeras e com a imprensa era tamanha que, em algumas ocasiões, sua vida privada tornou-se pauta. Como quando, em 2011, celebrando seus 80 anos, respondeu em entrevista ao portal Terra: "O sexo é normal, tem o azulão aí…"

Zagallo era grato pela vida longeva que lhe coube. Na mesma entrevista, se disse feliz por ultrapassar, em idade, seu pai, sua mãe e seu irmão.

Em outra ocasião, quando a seleção conquistou a Copa América em 2004, no Peru, chegou a declarar: "Posso morrer agora, não tem problema". Mas Zagallo não morreu.

Recebeu ainda outras duas décadas para falar de futebol, vencer processos judiciais, fazer sexo e deliciar os jornais com declarações imortais.

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